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Os líderes dos Estados Árabes devem quebrar o silêncio sobre a impostura do “holocausto” – Robert Faurisson

19 Ott

Os líderes dos Estados Árabes devem quebrar o silêncio sobre a impostura do “holocausto”

Robert Faurisson

 

 

Discurso que o Revisionista Nº 1, o Professor Robert Faurisson iria pronunciar na abertura do natimorto Congresso Revisionista em Beirute, que foi cancelado por pressão sionista sobre o governo libanês! É um texto bem extenso mas de suma importância para a compreensão do drama revisionista. Quando Faurisson declara que “eles (os israelenses) temem chegar o dia em que terão de decidir entre a mala ou o sarcófago”, ele expressa toda a terrível realidade do Oriente Médio.

22 de Março a 31 De Março de 2001

 

Se os líderes dos Estados muçulmanos decidirem quebrar seu silêncio a respeito dessa impostura (o Holocausto) e, ao assim agirem, desafiarem frontalmente o lobby judaico, necessitarão, primeiramente, a) fazer uma avaliação apropriada do adversário, e então, b) decidir-se por uma estratégia apropriada e, finalmente, c) determinar a área exata onde concentrar seus ataques. Para discutir estes três pontos, necessitarei dividir meu discurso em três partes. (…)

1. O adversário judeu e sionista

Um adversário enganoso demonstrará medos que na realidade ele não sente. Ele exporá aos olhos de todos certos pontos fracos, que de fatos não são tão fracos assim, e procurará esconder aqueles que lhe causam inquietude real. Agindo desta maneira, será atacado onde não lhe fará mal, protegendo-se de ataques em pontos realmente sensíveis e vitais. (…)

a) Os prováveis pontos fracos e os falsos-medos do adversário:

1. Apesar de demonstrarem receio de um ataque militar contra o Estado de Israel, os sionistas que governam aquele Estado, assim como os judeus da Diáspora que os suportam, não temem realmente o poder militar de seus inimigos; sabem que o inimigo em questão pode ser sobrepujado pelo exército de Israel graças à tecnologia e ao dinheiro que vem de fora, especialmente dos americanos e alemães;

2. Eles realmente não temem as variantes de antijudaísmo, impropriamente chamado de anti-semitismo; ao contrário, eles o alimentam; eles precisam estar sempre aptos a clamar contra o anti-semitismo, ainda que somente para coletar mais dinheiro da Diáspora; geralmente lamentos e gemidos são uma necessidade vital para eles: “Quanto mais eu soluço, mais eu ganho; quanto mais ganho, mais soluço”;

3. Judeus e sionistas não estão realmente preocupados com as denúncias de “Indústria do Holocausto”, provenientes de fontes judaicas, feitas pelos Norman Finkelsteins, Peter Novicks, ou Tim Coles: há uma gama de mais ou menos denúncias consentidas (kosher) nas quais a reverência e o cuidado com a preservação do mito do “Holocausto” são observados; pode ser notado além disso, que, se a exploração industrial ou comercial do sofrimento, real ou suposto, dos judeus constitui-se num excelente filão de negócios, a crítica deste comportamento também se transformou num outro bom filão. Porém estes dois filões de negócios, especialmente o segundo, ficam estritamente reservados para judeus: um gentio (não-judeu) que se aventurasse a imitar Finkelstein nas suas denúncias de máfia do “Holocausto” seria imediatamente subjugado por uma gangue de atentos sequazes;

4. Eles realmente não temem o anti-semitismo como tal: de tempos em tempos eles inclusive autorizam (e promovem) as manifestações “anti-semitas”;

5. Particularmente eles não têm muito que se preocupar com uma, agora já trivial, forma de anti-semitismo que ataca os mitos fundadores de Israel, com exceção daquele que se tornou essencial para eles: o “Holocausto”;

6. Eles não necessitam ficar preocupados com acusações de racismo, imperialismo e judeo-nazismo, uma vez que tais acusações soam como slogans mecânicos, fora de lugar no tempo e no espaço. Ver os judeus serem comparados a Hitler e ouvir que os sionistas estariam imitando os nazistas, praticando uma política de “genocídio”, não é totalmente desagradável aos judeus e sionistas, uma vez que reforça a imagem de Hitler e dos nazistas por eles fabricada: ajuda a fixar firmemente em todas as mentes, e antes de tudo, a ilusão do “genocídio” judaico. (…)

7. Embora afirmem o contrário, judeus e sionistas riem não sem razão dos que falam em “complô judaico”, ou “conspiração de Auschwitz”, visto que não existe um “complô judaico” (nem maçônico, jesuítico, papal, americano ou comunista), porém unicamente o poder da influência judaica; da mesma maneira não existe uma “conspiração de Auschwitz”, mas unicamente uma Mentira de Auschwitz (…).

 

b) Os verdadeiros medos e os reais pontos fracos do adversário:

1. Em Israel/Palestina os judeus e sionistas realmente temem as armas dos pobres (pedras jogadas por crianças com fundas iguais à que Davi usou contra Golias, os ataques suicidas) e tudo o mais que põe em perigo pessoas e negócios; eles temem uma degradação da sua imagem; eles temem chegar o dia em que terão de decidir entre a mala ou o sarcófago;

2. Mas, acima de tudo, eles temem a “bomba atômica do homem pobre” , isto é, a desintegração através do revisionismo histórico, da mentira das câmaras de gás, o genocídio e os seis milhões; eles temem esta bomba, que não mata, mas que não falhará, se apropriadamente usada, para explodir a sua Grande Mentira como um balão de ar;

3. Eles temem ver revelado perante os olhos do mundo o fato de ser a impostura do “Holocausto” o que permitiu, no rastro da II Guerra Mundial, a criação na terra da Palestina de uma colônia judaica chamada Israel; e tudo isso num tempo em que (com a exceção do império comunista) um gigantesco movimento anticolonialista estava em andamento.

4. Eles sabem que perder o “Holocausto” significa perder a espada e o escudo de Israel, além de um formidável instrumento de chantagem política e financeira; Yad Vashem, que é em Israel um memorial ao “Holocausto” e um museu, dois em um (passando atualmente por ampliações) é seguramente mais valioso para eles do que o Muro das Lamentações; toda personalidade estrangeira em visita a Israel com fins políticos ou financeiros é, antes de qualquer outra obrigação, levada a visitar aquele museu dos horrores, no sentido de ser sensibilizada e impregnada com um sentimento de culpa, o qual a tornará um negociador mais maleável; as únicas exceções são os dignitários de países que apesar do esforço de judeus e sionistas não puderam ser enquadrados como colaboradores passivos ou ativos na saga do “Holocausto”; (…)

5. Eles estão cientes de que “onde o Holocausto aparece como uma mentira, a arma número um do arsenal propagandístico de Israel desaparece (sic)” (Carta de W.D. Rubinstein, professor da Deakin University, Melbourne, in Nation Review, 21 de Junho de 1979, p.639);

6. Eles também sabem muito bem que “caso o Holocausto possa ser mostrado como um’Mito Sionista’, a mais forte arma do arsenal de propaganda de Israel entrará em colapso” (o mesmo acadêmico anterior, in “The left, the right and the jews”, Quadrant, Setembro de 1979, p.27);

7. Eles tremem com a simples idéia de que o público em geral tome conhecimento do número e do tamanho das iniqüidades que perpetraram nos seus expurgos, nos casos ignominiosos ao estilo da farsa de Nuremberg, nas confissões extorquidas a respeito de câmaras de gás ou caminhões de gás que nunca existiram, ou ainda nas confissões a respeito de implausíveis assassinatos imputados aos Einsatzgruppen SS, além das suas caçadas a anciãos, mesmo que debilitados e pacientes de hospitais ou lar de idosos, mais de meio século após os alegados crimes; do doutrinamento criminoso das mentes desde a escola primária até a universidade, através de livros, revistas, pelo rádio e pela televisão, em todos os continentes, pela manhã, tarde e noite; tudo isso acompanhado de uma feroz repressão aos revisionistas, acentuada principalmente numa Alemanha subjugada aos seus conquistadores (com os quais não foi assinado um tratado de paz até hoje); esses revisionistas cometeram o terrível crime de simplesmente exigirem o direito de examinar acusações e rever condenações com bases mínimas de sustentação, acusações feitas por testemunhos de fragilidade evidente, provas aceitas como confiáveis sem a mínima preocupação de verificação de autenticidade e aceitas antecipadamente, sem a verificação material do fato, sem uma investigação sobre a suposta arma do crime;

8. Resumindo, o pesadelo destes judeus e sionistas seria ouvir repetida por todos os lugares e a todo tempo a sentença pronunciada há 20 anos passados através da Radio Europe 1, frente ao jornalista Yvan Levai, por um discípulo de Paul Rassinier. A seguir a sentença que, àquela época, custou-me pesada multa na Corte de Paris:

“As alegadas câmaras de gás hitleristas e o alegado genocídio dos judeus formam uma única e mesma mentira, a qual tem permitido uma gigantesca fraude política e financeira, cujo principal beneficiário é o Estado de Israel e o sionismo internacional e do qual, as principais vítimas são o povo alemão mas não seus atuais líderes e o povo palestino na sua totalidade”. (…)

Institutos de história, sociologia ou estudo políticos deveriam equipar-se com setores especializados em revisionismo histórico. Fontes de pesquisa e arquivos deveriam proporcionar a estudiosos e pesquisadores de todo o mundo, aos historiadores expulsos de suas cátedras nos seus respectivos países em conseqüência de suas opiniões revisionistas, a trabalhar em conjunto com seus colegas do mundo islâmico. Os vários ministros da Educação, do Desenvolvimento, da Cultura, dos Negócios Estrangeiros e Informação destes países deveriam colaborar neste projeto de âmbito internacional; (…)

Deveria tentar-se conseguir um maior equilíbrio de forças nas relações internacionais, conclamando os corpos diplomáticos e políticos das grandes potências a uma maior moderação: estas pessoas , que não poupam o resto do mundo de suas lições de moral, deveriam ser lembradas que elas próprias curvam-se em demasia perante uma máfia internacional especializada em mentiras, fraudes e desprezo pelos direitos humanos; a assim chamada comunidade internacional, que constantemente invoca estes direitos, deveria reforçá-los no caso dos revisionistas, antes de acusar os estados árabes ou muçulmanos por intolerância e obscurantismo. Este tipo de acusação poderia facilmente voltar-se contra estados que, sem permitir questionamentos sobre uma lenda transformada em história oficial, proíbem seus cidadãos em pesquisar e lançar luz sobre determinados assuntos; (…)

Em suma, o sentimento de grande inquietação mostrado pelos líderes judeus e sionistas em face, tanto da intifada dos jovens palestinos despossuídos, como da atividade dos revisionistas que igualmente não possuem nada, comparado ao poderio da grande máfia do Holocausto, remonta ao medo ancestral que os ricos têm aos pobres: o medo do colonizador diante do colonizado, do escravocrata à vista de seus escravos. Os líderes judeus e sionistas gemem, ameaçam e atacam. Eles vêem-se como ricos (nunca ricos o suficiente, lógico), na possessão de todos os tipos de armas (tanto as de força bruta quanto as de chantagem e extorsão) e sabem como se fazer temidos por todos os principais líderes das principais nações; estão especialmente cientes da necessidade de manter os líderes alemães sob o seu domínio, a ponto de garantir, inclusive, o sangue de soldados alemães na luta contra os oponentes de Israel e promover uma repressão cada vez maior e cada vez mais impiedosa contra o revisionismo histórico. Na realidade judeus e sionistas são assombrados pela idéia de terem de enfrentar a coragem daqueles que nada têm a perder nesta dupla Intifada: palestinos e revisionistas. Os ricos e poderosos estão enfurecidos em verificar que podem ser desafiados, como realmente estão sendo, pelos palestinos e suas pedras, e pelos revisionistas e suas canetas. (…)

Vamos acertar a pontaria, mirar o objetivo. Vamos concentrar nossos esforços. Concentremos nossa atenção no coração do adversário. Porém o centro do imenso edifício que forma a religião do “Holocausto” não é outro que a Mentira de Auschwitz. E o coração da Mentira de Auschwitz são as prodigiosas câmaras de gás. E é aí que devemos centrar nosso ataque. (…)

Que os líderes dos Estados muçulmanos ouçam os apelos dos palestinos e dos revisionistas! Nossas agruras são similares e nossas Intifadas idênticas. (…)

A tragédia palestina exige isso, o drama dos revisionistas torna isso essencial e a causa da humanidade como um todo faz disso nossa obrigação histórica, política e moral: a Grande Impostura deve ser denunciada. Ela é a fomentadora do ódio e da guerra. E é no interesse disso que os líderes dos Estados muçulmanos devem romper seu silêncio quanto à impostura do `Holocausto’.

 

<http://www.revision.com.br/2002b/os_lideres.htm>

 

( Fonte: www.aaargh.codoh.info )

Em ‘A Indústria do Holocausto’, Finkelstein levanta questões explosivas, como as indenizações aos sobreviventes do genocídio, que não chegariam ao destino

19 Ott

A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO

 

O livro do escritor judeu Norman Finkelstein

 

 

Historiador identifica uma indústria do Holocausto

Norman Finkelstein disseca os motivos do interesse da mídia pela questão judaica

 

Em ‘A Indústria do Holocausto‘, Finkelstein levanta questões explosivas, como as indenizações aos sobreviventes do genocídio, que não chegariam ao destino

 

UBIRATAN BRASIL

A mais remota lembrança do Holocausto que o historiador americano Norman Finkelstein guarda na memória é a imagem de sua mãe com os olhos fixos na televisão, assistindo ao julgamento do ex-oficial nazista Adolf Eichmann, em 1961: enquanto acompanhava, ela folheava, nervosa, livros sobre o Gueto de Varsóvia. Então com 9 anos, Finkelstein não conseguia relacionar as fotos de pessoas esfomeadas e condenadas ao extermínio que via nos livros com a vida de seus pais, naquela tarde bucólica, no Brooklyn, típico bairro de judeus ortodoxos. “Quando eu era pequeno, o holocausto não era tema de conversa entre adultos”, conta Finkelstein, em entrevista ao Estado. “O assunto só veio à tona depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando os Estados Unidos perceberam ser Israel o parceiro ideal no Oriente Médio.” A forma como aconteceu, porém, e as devidas conseqüências deixaram-no revoltado.

Professor da Universidade de Nova York, Norman Finkelstein decidiu então escrever um livro polêmico, contestando o que julga ser a excessiva vitimização do povo israelita. Em A Indústria do Holocausto (Record, 160 págs., R$ 20) , ele busca dissecar os motivos que norteiam o interesse da mídia e de instituições governamentais pela questão judaica. Judeu e filho de sobreviventes de campos de concentração, Finkelstein não trata de um assunto novo, mas a forma provocante e o tom direto de seu discurso despertaram polêmica. Para ele, o Holocausto é uma indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem-sucedido dos Estados Unidos, o que permite a apropriação de mais verbas e, ao mesmo tempo, articular uma campanha de autopromoção por meio da imagem de vítimas. Outro ponto polêmico na argumentação de Finkelstein é o pagamento de indenização aos sobreviventes do genocídio. Segundo sua tese, o dinheiro não chega ao seu destino e, no extremo do exagero, o número de sobreviventes dos campos de concentração é aumentado para chantagear bancos suíços, indústrias alemãs e países do Leste Europeu em busca de mais verbas. Com isso, conclui, o anti-semitismo volta a aflorar no continente. Inicialmente ignorado quando lançado nos Estados Unidos, A Indústria do Holocausto mereceu poucas, mas violentas críticas.

Como a do jornal The New York Times, que classificou o livro de “indecente, venenoso, nojento” e outros adjetivos. Na Inglaterra, a recepção não foi menos polêmica – o título da crítica do The Independent parafraseia o filme O Homem que Sabia demais, de Alfred Hitchcock: “O Homem que Falou Demais”. E, ao longo do texto, há uma questão crucial: “Como um filho de sobreviventes dos campos de concentração pôde dizer tais coisas?” Na Alemanha, onde o livro foi lançado no início de fevereiro, o rastro de ódio continuou. Lá, A Indústria do Holocausto foi considerado uma espécie de resposta à obra de outro americano, Daniel Goldhagen, que, em Os Carrascos Voluntários de Hitler (Companhia das Letras, 656 págs., R$ 39,50), defende a tese de que praticamente toda a população da Alemanha colaborou com os nazistas no extermínio de judeus. Também em São Paulo, a repercussão foi forte. “Nenhuma entidade judaica tira vantagem do terror”, garantiu, em entrevistas, o rabino Henry Sobel, presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista. Alheio ao tumulto, Finkelstein continuou com suas críticas, disparando ironias (o sofrimento provocado pelo Holocausto foi reduzido, segundo ele, à estatura moral de um cassino em Monte Carlo) e pregando contra a vulgarização provocada por excesso de exposições, abertura de memorais e exibição de filmes como A Lista de Schindler, de Steven Spielberg, que considera desprezível.

Estado – Seu livro provocou uma série de reações em diversos países. Como analisou tais manifestações?

Norman Finkelstein – Como esperado, a reação pública ao livro tem sido esmagadoramente negativa. Quebrei um enorme tabu. Muitos estão ainda temerosos de expressar sua aprovação em público. Mesmo assim, as manifestações em particular (especialmente por e-mail) têm sido extremamente positivas. Estou grato por diversas cartas de apoio que recebi de judeus e sobreviventes do Holocausto. No meu endereço na Internet (www.normanfinkelstein.com), há um número representativo dessas cartas. Apenas um punhado delas contém críticas ou então elogios vindos de neonazistas.

Estado – O senhor soube de alguma reação entre os palestinos?

Finkelstein – Meu livro foi traduzido para o árabe pela mais prestigiosa editora do mundo árabe, a Al-Adab, em Beirute. Entretanto, ainda não tive nenhuma notícia. Tenho muitos amigos palestinos no território ocupado, mas, na atual circunstância, eles não tiveram chance de ler.

Estado – A concepção de A Indústria do Holocausto começou durante a convivência com seus pais?

Finkelstein – Certamente, o pensamento moral e político a respeito de sua experiência durante a 2ª. Guerra Mundial e seu desprezo pela indústria do Holocausto influenciaram enormemente o livro. Mas a estrutura histórica e a análise ideológica são minhas. Meus pais morreram em 1995 e eu só fui escrever o livro há um ano.

Estado – Algumas críticas publicadas em jornais acusaram-no de manipular fatos. O que o senhor pensa disso?

Finkelstein – No meu conhecimento, ninguém apontou qualquer imprecisão factual no livro. Eu faria correções na edição de bolso que logo será lançada, se erros fossem encontrados.A maior autoridade viva sobre o holocausto nazista, Raul Hilberg, declarou, em diversas entrevistas, que meu livro é “basicamente correto”. Seu veredicto me interessa mais que o dos jornalistas sem conhecimento do assunto.

Estado – Como foi a recepção na Alemanha?

Finkelstein – A reação popular foi completamente negativa. Os alemães são muito “politicamente corretos” nesse assunto – por uma boa razão, é claro. Entretanto, a edição em alemão, lançada no dia 7 de fevereiro, vendeu 115 mil exemplares na primeira semana. A reação da mídia foi quase insana. Minha primeira entrevista coletiva teve a presença de 180 jornalistas. Acho que o tabu foi quebrado na Alemanha o que, no meu ponto de vista, é muito bom. Esses temas têm de ser discutidos publicamente. É importante a verdade ser contada e as mentiras, expostas.

Estado – O livro teve mais publicidade e despertou mais debates na Inglaterra do que nos Estados Unidos. Por que?

Finkelstein – Um livro que demonstrasse que o chocolate causa câncer provavelmente seria reprimido na Suíça. Os EUA são o quartel-general da indústria do Holocausto. E essa indústria tem interesse em suprimir o livro.

Estado – Por que nenhum de seus pais recebeu compensação pelo período passado nos campos de concentração?

Finkelstein – Não é totalmente verdade. Meu pai recebeu uma pensão vitalícia da Alemanha, um total de aproximadamente US$ 250 mil até o fim de sua vida. Já minha mãe não recebeu praticamente nada. Ela esperava receber uma compensação futura com o dinheiro que o governo alemão destinou a organizações judias americanas, que esbanjaram, porém, toda a quantia.

Estado – Como foi crescer sob a sombra do Holocausto?

Finkelstein – Isso não aconteceu comigo. Tive pais adoráveis e trabalhadores, que fizeram o possível por mim e meus dois irmãos. O Holocausto nunca foi imposto, mas eu era curioso, fazia muitas perguntas, ao contrário dos meus irmãos, que não sentiram um impacto tão forte da traumática experiência dos meus pais. O grande impacto foi moral: jamais ficar em silêncio diante do sofrimento de um povo, o que, para mim, significou primeiro os vietnamitas e os afro-americanos e, depois, os palestinos.

Estado – Seus pais discutiam o Holocausto como um problema moral ou político, mas nunca se referiram a seus próprios problemas. Por que?

Finkelstein – Nenhum deles jamais emitiu uma só palavra sobre o que aconteceu com suas famílias. Obviamente, tratava-se de uma experiência dolorosa, que os acompanhou até o fim da vida. Mas minha mãe nunca se calou sobre suas convicções políticas e morais, sobretudo sobre o respeito humano, baseadas no horror que ela sofreu.

Estado – O senhor nunca ficou tentado a perguntar sobre o período deles nos campos de concentração?

Finkelstein – Não. A dor que eles sentiam era insuportável e eu não queria magoá-los. Tenho certeza que, se meus vivessem pais outros 100 anos, eu continuaria sem saber o que eles passaram durante a guerra.

Estado – O que se pode entender sobre a educação do Holocausto?

Finkelstein – A proposta da chamada “educação do Holocausto” é ensinar ao mundo que não há alguém mais sofredor que os judeus e, por isso, eles merecem especial consideração. Isso é, na verdade, uma deseducação – um exercício descarado de enaltecimento étnico.

Estado – Há uma curiosa conexão entre o silêncio do pós-guerra, a diminuição do anti-semitismo no mundo ocidental e uma grande identificação do Holocausto. O que o senhor pensa disso?

Finkelstein – Como conseqüência imediata do pós-guerra, o anti-semitismo decresceu dramaticamente – nenhuma dúvida que provocado pelo Holocausto. Um certo ressurgimento foi inevitável 50 anos depois, à medida que o Holocausto se tornava assunto do passado. Por outro lado, creio que o tratamento desumano dispensado por Israel aos palestinos tanto quanto as táticas imprudentes e impiedosas das principais organizações judias dos EUA contribuíram para o atual anti-semitismo.

Estado – O senhor leu o livro IBM e o Holocausto, em que o escritor Edwin Black conta como a empresa americana forneceu ativamente tecnologia e know-how que ajudaram a Alemanha nazista?

Finkelstein – Não, ainda não li. Mas um respeitado estudioso alemão, Peter Witte, sugeriu que se trata provavelmente de outro “produto medíocre da indústria do Holocausto”. Suspeito que ele esteja correto. Sempre que um livro sobre o Holocausto é tratado de forma extravagante nos Estados Unidos, tenha a certeza de que é algo imprestável. Lembra-se de Goldhagen?

 

Estado de São Paulo– 4 de março de 2001

 

( Fonte: www.aaargh.codoh.info )

A indústria do holocausto – Antonio Sebastião de Lima

19 Ott

A indústria do holocausto

Antonio Sebastião de Lima

 

 

No dia 22/1/2001, em programa noturno de TV da Globo News, o repórter Lucas Mendes entrevistou, em Nova York, Norman Finkelstein (salvo engano, essa é a grafia do sobrenome), professor de história e autor do livro A indústria do holocausto, editado e publicado nos EUA. O professor declara-se judeu. Seus pais foram prisioneiros de um campo de concentração nazista, Auschwitz, ao que parece, mas, sobreviveram ao extermínio em massa.

Não há notícia de versão em português desse livro, nem de sua circulação no Brasil. Daí a interessante e espantosa coincidência entre o assunto abordado pelo professor e a matéria de um artigo publicado na seção “Opinião”, da Tribuna da Imprensa, em 11/1/2001, intitulado “Os judeus e a ilusão messiânica”. Nesse artigo era abordado o espírito oportunista, mercantilista e imperialista do governo e de parcela do povo do Estado de Israel. Por um lado, os judeus alardeavam as suas desgraças, principalmente o holocausto, com farta propaganda por todos os meios de comunicação, para cativar a simpatia do mundo.

Em momento algum, reconheciam que essas desgraças decorriam da sua própria conduta passada, do seu meterialismo, da sua violência e da sua arrogância. Por outro lado, com o apoio e a cumplicidade dos EUA, invadiam território árabe, submetiam e massacravam a população civil, usando os mesmos argumentos de Hitler: necessidade de espaço vital como defesa de possíveis agressões dos vizinhos.

Em sua entrevista, o professor Norman, judeu e filho de judeus, trata do mesmo assunto, no mesmo diapasão, porém, com novos ingredientes. Segundo o professor, os judeus, em sua maioria, valem-se do holocausto para tirar proveito econômico com as indenizações milionárias. Percebendo essa notável e milionária fonte de renda, os judeus começaram a aumentar o número de sobreviventes. Na época da guerra, esse número girava em torno de 25 mil judeus. Passados 50 anos, esse número subiu para quase 800 mil. Ao invés de diminuir com o passar dos anos, o número aumentou, sem que ninguém notasse o milagre. Certamente, dos 6 milhões que teriam morrido, 775 mil ressuscitaram.

Digna de nota foi a avidez com que as organizações judaicas se atiraram sobre os cofres dos bancos suíços, reclamando para si tudo que ali fora depositado por alemães ao tempo da guerra. Como diz o ilustre professor, os judeus acham-se as únicas vítimas da guerra, ou, então, as vítimas mais importantes. Ignoram e desprezam solenemente os outros povos que também sofreram sob a crueldade nazista, do ponto de vista econômico, físico e moral. O entrevistado revela, ainda, que os valores arrecados costumam ficar nas organizações judaicas, em proveito das suas lideranças, sem repasse às pessoas físicas que realmente sobreviveram aos campos de concentração. Qualifica esses líderes de “bandidos”.

Interessante, ainda, o conselho dado ao professor, quando moço, por sua mãe, para que sempre examinasse o ponto de vista oposto, evitando a visão unilateral das coisas. Ao combater o nazismo, que lesse a obra de Hitler. Para uma mulher que padecera nos campos de concentração, o conselho desvelava uma personalidade forte, um espírito aberto e de elevado senso ético. O filho seguiu o conselho da mãe, abandonou o radicalismo marxista e hoje inclui nas suas lições de história, o capítulo VI, do livro Minha luta, de Adolfo Hitler, sem que isso tipifique apologia ao nazismo. Apesar disso, o professor diz que a comunidade judaica de Nova York não gostou do seu livro e reagiu de modo mesquinho, dificultando seu ingresso no corpo docente das universidades americanas.

A entrevista mostra um homem de tranqüila coragem, sem ódio ou rancor, lúcido, culto e determinado a desmascarar os protagonistas dessa farsa gigantesca, de âmbito mundial, que alimenta a indústria do holocausto e que pretende justificar a violência do Estado israelense.

2001.

Antonio Sebastião de Lima é advogado, juiz de direito aposentado e professor de Direito Constitucional, Rio de Janeiro, Brasil.

<http://members.tripod.com/Minha_Tribuna/1-Frm/frart60.htm>

 

 

( Fonte: www.aaargh.codoh.info )